DO PALEOLÍTICO AO ANSIOLÍTICO, 100.000 ANOS DE AVENTURAS E PAIXÃO
A arte de criar e contar estórias, foi desde sempre uma forma de o homem compreender o mundo, exorcizar medos, narrar feitos e transmitir conhecimentos.
É recorrente a imagem de um grupo de indivíduos, ouvindo fascinados a narrativa de um ancestral contador de estórias.
A sua sombra, agigantada pela luz das tochas, flutua nas paredes da gruta, criando um ambiente mágico e poderoso.
O contador de estórias do Paleolítico dá lugar ao rapsodo grego, o bardo celta, o griot africano e mesmo a invenção da linguagem escrita, depois impressa, não lhe retira um lugar de destaque ao longo da história da humanidade.
Centro da reunião do grupo, família ou tribo, o contador de estórias, influi nas civilizações e culturas até aos nossos dias e, se olharmos em redor, veremos que as estórias ainda povoam a nossa vida.
Na televisão, rádio, cinema e jornais, cada acontecimento transporta estórias que despertam interesse e merecem ser contadas.
Até na nossa vida pessoal, pensamos em estórias, falamos de estórias e comunicamos através de estórias.
Nestes tempos estranhos, envenenados por novos códigos e comportamentos, que condicionam o funcionamento do imaginário e dispensam o pensamento, o contador de estórias, é o último guardião da tradição oral.
O comediante, herdeiro natural do Bululú do século XVI, percorre aldeias e cidades, invade a tv, rádio e internet, usando o humor para afrontar o poder, satirizar vícios e costumes num mundo contaminado por reallity shows onde a aparência é tudo e o conteúdo nada
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